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Categoria: Empréstimo Pessoal8 min de leitura

Empréstimo consignado x empréstimo pessoal: qual escolher em cada situação

Por quero credito ·

Compare taxas, exigências e riscos do consignado e do empréstimo pessoal comum para escolher a opção certa para o seu caso.

Na hora de buscar crédito no mercado financeiro, muita gente fica em dúvida entre o consignado e o empréstimo pessoal comum, já que os dois servem para necessidades parecidas do dia a dia, mas funcionam de formas bem diferentes na prática. Entender as particularidades de cada modalidade ajuda a escolher a opção mais barata e mais adequada à sua situação específica, evitando comprometer o orçamento por conta de um crédito mal escolhido logo de início. As diferenças vão muito além da taxa de juros anunciada, envolvendo também elegibilidade, flexibilidade de pagamento e o próprio risco assumido pelo consumidor ao longo do contrato firmado com a instituição financeira escolhida.

Quem pode contratar cada modalidade de crédito disponível

O consignado é restrito a públicos específicos: aposentados e pensionistas do INSS, servidores públicos de diferentes esferas e trabalhadores de empresas privadas conveniadas com instituições financeiras parceiras. Já o empréstimo pessoal comum está disponível para praticamente qualquer pessoa com CPF regular na Receita Federal, independentemente do vínculo empregatício atual, o que o torna bem mais acessível para autônomos, informais e até desempregados que não têm acesso ao desconto direto em folha de pagamento.

Diferença real de taxas entre as duas modalidades

O consignado costuma ter taxas de juros significativamente menores do que o empréstimo pessoal comum, justamente porque o risco de inadimplência é bem menor nessa modalidade: a parcela é descontada automaticamente do salário ou benefício, antes mesmo do dinheiro chegar à conta corrente do cliente contratante. O empréstimo pessoal comum, por não contar com essa garantia automática de pagamento, embute um risco maior de calote na taxa final cobrada, o que explica juros geralmente bem mais altos, principalmente para quem tem score de crédito baixo no momento da contratação.

Impacto no orçamento mensal de cada família

Como o consignado desconta a parcela automaticamente todo mês, existe menos risco de esquecer o pagamento por descuido, mas também menos flexibilidade real: o valor sai antes mesmo de o dinheiro chegar às suas mãos, reduzindo a renda disponível de forma imediata e sem escolha. Já no empréstimo pessoal comum, o pagamento costuma ser feito por boleto ou débito em conta escolhido livremente pelo cliente, o que exige mais disciplina pessoal para não atrasar, mas oferece bem mais controle sobre o fluxo de caixa mensal da família.

Quando o empréstimo pessoal comum é a única opção viável

Para quem não tem vínculo elegível ao consignado, seja por ser autônomo, trabalhar na informalidade ou atuar em empresa sem convênio firmado, o empréstimo pessoal comum acaba sendo a alternativa realmente disponível dentro do sistema financeiro tradicional regulamentado. Nesses casos específicos, vale redobrar a atenção na comparação de propostas entre diferentes instituições financeiras, já que a variação de taxas entre elas costuma ser bem mais ampla do que no consignado, tornando a pesquisa cuidadosa ainda mais importante para o resultado final obtido pelo consumidor interessado.

Simule sempre antes de decidir entre as duas opções

Independentemente do vínculo que você tem hoje, o mais seguro é sempre simular as duas modalidades antes de assinar qualquer contrato, mesmo quando uma delas parece obviamente mais barata à primeira vista. Peça o CET completo de cada proposta, o valor total pago ao final do contrato e o impacto da parcela na sua renda líquida mensal, comparando os três números lado a lado antes de decidir. Em alguns casos específicos, um empréstimo pessoal com prazo mais curto pode custar menos no total do que um consignado com prazo bem mais longo.

É possível ter as duas modalidades ao mesmo tempo?

Sim, é possível ter um consignado ativo e, ao mesmo tempo, contratar um empréstimo pessoal comum para uma necessidade financeira diferente, desde que a soma dos compromissos caiba com folga real no orçamento mensal disponível. Antes de somar as duas modalidades de crédito, vale simular o comprometimento total de renda gerado pelas duas parcelas juntas, evitando que a soma ultrapasse um percentual seguro da renda líquida recebida todo mês, mesmo que cada uma delas, isoladamente, pareça administrável dentro do orçamento familiar.

Prazo e valor máximo: outra diferença relevante entre as opções

O consignado costuma permitir prazos bem mais longos de pagamento, em alguns casos chegando a superar cinco ou seis anos, o que reduz o valor da parcela mensal, mas aumenta o total de juros pagos ao longo de todo o contrato. Já o empréstimo pessoal comum costuma ter prazos mais curtos, geralmente concentrados em até dois ou três anos, o que resulta em parcelas mais altas, mas custo total de juros normalmente inferior. O valor máximo liberado em cada modalidade também costuma variar: o consignado é limitado pela margem consignável disponível no salário ou benefício, enquanto o empréstimo pessoal depende mais da análise de renda e score do solicitante.

O que acontece se eu perder o vínculo que garante o consignado

Para quem contratou consignado como trabalhador de empresa privada e é desligado antes da quitação total, o saldo devedor costuma ser descontado das verbas rescisórias, dentro do limite legal permitido, e o restante precisa ser negociado diretamente com a instituição financeira, já sem o desconto automático em folha. Aposentados e pensionistas do INSS, por outro lado, mantêm o vínculo de forma vitalícia, o que reduz consideravelmente esse risco específico e explica, em parte, por que as taxas de juros para esse público costumam ser ainda mais competitivas do que as oferecidas a trabalhadores da iniciativa privada.

Portabilidade também vale para o consignado comparado aqui

Assim como acontece com o consignado tradicional, tanto quem tem um consignado ativo quanto quem tem um empréstimo pessoal comum em andamento pode buscar a portabilidade do contrato para outra instituição, desde que encontre uma taxa de juros mais vantajosa disponível no mercado naquele momento. No caso do empréstimo pessoal, essa portabilidade costuma ser um pouco mais simples de negociar, já que não depende da atualização de um desconto em folha junto a um órgão pagador específico, bastando a quitação do contrato antigo pela nova instituição financeira escolhida pelo consumidor interessado na troca.

Erros comuns na hora de escolher entre as duas modalidades

Um erro frequente é escolher o consignado apenas pela taxa de juros mais baixa, sem considerar se a margem consignável disponível realmente comporta o valor da parcela dentro de um orçamento confortável para os próximos anos de contrato. Outro erro comum é contratar um empréstimo pessoal comum sem comparar várias propostas de diferentes instituições, aceitando a primeira oferta recebida por comodidade ou pressa, o que quase sempre resulta em um custo total mais alto do que o necessário para resolver a mesma necessidade financeira original que motivou a busca pelo crédito.

Consignado para negativados: existe essa possibilidade?

Diferente do empréstimo pessoal comum, que costuma exigir score de crédito razoável e ausência de restrições graves no CPF, o consignado tende a ser mais acessível mesmo para quem está com o nome negativado, justamente porque o desconto automático em folha reduz drasticamente o risco de inadimplência percebido pela instituição financeira. Isso não significa, porém, que toda instituição aceita automaticamente esse perfil de consumidor: cada uma mantém sua própria política interna de análise, então vale simular em mais de uma instituição antes de assumir que a negativação impede totalmente o acesso a essa modalidade específica de crédito consignado disponível no mercado financeiro nacional atualmente regulamentado.

Consórcio como alternativa ao consignado e ao pessoal comum

Para quem não tem urgência imediata pelo dinheiro, o consórcio pode ser uma terceira via a considerar, já que não envolve juros no sentido tradicional, apenas taxa de administração diluída ao longo do prazo, mas exige aguardar a contemplação por sorteio ou lance para acessar o valor total desejado. Essa alternativa não substitui o consignado ou o empréstimo pessoal em situações de emergência real, mas pode ser mais barata no longo prazo para quem planeja uma compra específica com antecedência suficiente, como um veículo ou um imóvel, sem a pressão imediata de precisar do valor liberado em poucos dias.

Quando o custo total do consignado supera o esperado

Mesmo com juros mensais mais baixos, um consignado contratado com prazo muito longo pode acabar custando mais em juros totais do que um empréstimo pessoal com prazo mais curto e taxa mensal aparentemente mais alta. Isso acontece porque o total de juros pagos depende tanto da taxa quanto do tempo em que o dinheiro fica emprestado, então vale sempre simular o valor total pago ao final de cada contrato, e não decidir apenas pela taxa mensal anunciada isoladamente na proposta apresentada por cada instituição financeira consultada durante a pesquisa de mercado realizada pelo consumidor interessado.

Sempre que o consignado for uma opção disponível e a taxa oferecida for competitiva no mercado, ele tende a ser o crédito mais barato entre as duas modalidades comparadas. Mas a escolha final depende também da sua necessidade de flexibilidade no orçamento mensal e do seu vínculo empregatício atual, por isso vale sempre simular as duas opções lado a lado antes de decidir qual contratar, priorizando sempre o custo total e não apenas o valor da parcela mensal anunciada na proposta recebida.

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